Vida sexual com prazer e responsabilidade
Redação Sem Frescura • sáb, 14 jun 2008 • Editoria: Amor & SexoVivemos no passado uma forte repressão sexual, em que o sexo só era permitido após o casamento. Naquela época as mulheres se casavam cedo e iniciavam sua vida sexual por volta dos 15 ou 16 anos.
Com o passar dos anos e com as mudanças de valores e de comportamentos, o casamento passou a ocorrer mais tarde e a iniciação sexual passou, então, a acontecer antes do casamento. No entanto, a grande preocupação dos pais era com a maneira que seus filhos eram vistos pela sociedade. Mas até hoje, muitos pais têm dificuldade para aceitar a vida sexual de suas filhas antes do casamento.
As preocupações dos pais são várias, vão desde a escolha do parceiro até a falta de planejamento das relações, pois as conseqüências são graves: doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez indesejada. Um bebê fora de hora pode por fim aos planos da juventude e, na maioria das vezes, quem acaba criando o bebê, são os avós. A gravidez na juventude não acontece por falta de informação, pois nunca houve uma geração tão bem informada sobre sexo quanto essa atual. No entanto, a cada ano nascem mais de 1 milhão de filhos de mães adolescentes no Brasil - isso mostra que apesar de terem informação, não tomam os cuidados necessários.
A iniciação sexual hoje tem menos fantasmas que a de gerações anteriores porque está começando no ficar. O ficar permite aos jovens experimentar liberdades e intimidades que a geração de seus pais só desfrutavam numa fase mais avançada do namoro. Conhecendo as sensações de prazer num relacionamento com pelo menos um mínimo de afeto, aprendem como despertar o desejo e vencem as inibições antes mesmo da transa em si. Mas nada disso é garantia de uma relação sexual satisfatória, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, apenas uma em cada cinco garotas sente prazer na primeira vez.
Não podemos nos esquecer de que sexo é escolha e assim, alguns fatores devem ser levados em conta:
- Sexo não é somente prazer, é responsabilidade também, é ter o cuidado de não se deixar levar pelo tesão apenas, sem se preocupar com as conseqüências do ato;
-Não abra mão do preservativo. É bom lembrar que os homens são férteis todos os dias do mês, portanto a responsabilidade do uso de um método anticoncepcional não é apenas da mulher; é deles também.
-Jamais transe sob efeito da bebida. O álcool desinibe, mas também diminui a censura e a autocrítica. Ele pode deixar você mais vulnerável a fazer coisas das quais poderá se arrepender;
-Tenha liberdade ao fazer suas escolhas e com responsabilidade você terá mais chance de ser feliz.
Enfim, seja uma mulher sexualmente feliz!
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Walkíria Fernandes é sexóloga, membro da Associação para os Estudos das Inadequações Sexuais e professora






