Ser mãe também é padecer no paraíso
Redação Sem Frescura • qui, 12 jun 2008 • Editoria: ComportamentoArquivo Pessoal![]() |
| Andreza trancou a faculdade durante um semestre para poder cuidar de Isabela |
A maternidade é um dos momentos mais plenos na vida para algumas mulheres. Se antes muitas planejavam o nascimento dos filhos ainda jovens, antes dos 30 anos, hoje a gravidez é adiada até para os 40 anos. Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de mães com mais de 35 anos cresceu no país. Na região sudeste, em 1997, foram 105.079 mulheres e, em 2004, este número passou para 126.334.
Mesmo em tempos de mulher moderna e preocupada com o sucesso profissional, há quem planeje a chegada do filho bem jovem. Aos 24 anos, Andreza Gischewski já tentava engravidar. No dia em que recebeu o resultado positivo do exame de gravidez, saiu do laboratório “sem saber o que fazer”. “Encontrei com meu namorado, a poucos metros dali. Eu o chamei em um canto e perguntei se ele tinha cinco minutos do tempo dele. Aí contei que estávamos grávidos. Ele sorriu e ficou perdido também”.
Ser mãe mais cedo tem muitas vantagens, como a disposição para agüentar o pique do bebê, os óvulos estão novos, portanto a probabilidade de problemas com o feto são menores. Especialistas apontam que a idade biológica ideal para engravidar é entre os 20 e os 30 anos. A partir dos 35, a quantidade dos óvulos diminui e a qualidade deles também, reduzindo as chances de uma gestação natural. Mesmo para uma mulher jovem, a gravidez é bastante delicada. Andreza lembra que sofreu muito com inchaços durante os nove meses. Mas conta que teve facilidade em recuperar a forma após o parto. “Como sempre fui magra, engordei somente 13 quilos e não fiquei tão gorda. Logo depois do nascimento da minha princesa recuperei a forma”.
Carreira profissional ficou para mais tarde
Apesar de hoje viver muito feliz com Isabela, 3 anos, ela teve que adiar alguns planos: trancou a faculdade seis meses para se dedicar totalmente à filha após o nascimento. Algumas mulheres não se sentem totalmente preparadas para a tarefa, como Denise Oliveira, 20 anos. Grávida de seis meses, ela tem muitas dúvidas e medos. “Ainda não sei o que fazer quando ele chorar demais. Como vou identificar cada choro dele, o que ele quer, o que ele sente? Tenho medo também do parto, das dores que vou sentir”.
Denise não planejou a vinda do filho. Esperava fazer vestibular no meio deste ano, mas terá que adiar os planos. Terá que deixar de freqüentar as baladas por um tempo, não vai sair mais com os amigos no fim de semana. Vai ter que parar de beber e adotar hábitos mais saudáveis. A partir de agora, são muitos gastos com a chegada do bebê, além da dedicação que terá que ter nos primeiros meses de vida da criança. Apesar de todas as dificuldades, ela conta com a ajuda da mãe, a quem tem recorrido ultimamente para discutir sobre as mudanças em seu corpo. Após o parto, pretende contar com o apoio dela. Mesmo ansiosa, Denise já imagina a sensação de ficar com o filho no colo. “Deve ser linda a sensação de pegá-lo no colo. Ver que parte de mim está ali, se mexendo, rindo”, diz, emocionada.






