Silicone? Tô fora!
Redação Sem Frescura • ter, 21 out 2008 • Editoria: Beleza & SaúdeChaplin Film Productions/Universal Pictures
A cirurgia de redução de mama representa 32% das plásticas feitas no Brasil |
Daniele Winits, Pamela Anderson, Joana Prado. O que elas têm em comum? Todas adotaram alguns vários milímetros do famoso silicone. A prótese é hoje a melhor amiga do peito de algumas mulheres. No caminho inverso do “quanto maior, melhor” existem mulheres que pretendem tirar o que já tem em excesso. O grande volume e o peso das mamas pode ser uma doença, que é conhecida como hipertrofia mamária.
Diferente do que se pensa, existem muitas mulheres que se sentem desconfortáveis por causa do tamanho dos seios. Essa estatística foi comprovada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Por ano são realizadas 600 mil plásticas no Brasil, sendo que 32% são de redução da mama. O presidente da Regional Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Mastoloogia, Régis L’Abbate, alerta a importância de uma avaliação médica antes da cirurgia.
A fonoaudióloga Isabela Lana, 24 anos, procurou a ajuda de um profissional para solucionar o problema. Há quatro anos, foi diagnosticado que as fortes dores na coluna eram causadas pelo volume das mamas. Foi aí que ela resolveu encarar o bisturi e fazer a mamoplastia. Resultado: além de ficar bem com o corpo, Isabela diminuiu dois números no manequim.
Mas não são só as mulheres que sofrem desse mal. O estudante de arquitetura Fabiano Cruz*, 25 anos, foi um pouco diferente. Durante a adolescência, ele estava no processo de engordar e emagrecer. “Foi uma fase traumática para mim, pois meus peitos eram mais desenvolvidos que o normal para um homem”. Aos 15 anos, Fabiano realizou a cirurgia de pseudoginecomastia, a “mamoplastia masculina”.
A CIRURGIA
Antes de realizar uma cirurgia de redução dos seios é preciso seguir alguns procedimentos, como consultar com um profissional para avaliar o tamanho da mama, e certificar que realmente é um problema de saúde. Segundo Régis L’Abbate “esses procedimentos são importantes para que a cirurgia possa alcançar bons resultados e recuperar a auto-estima da paciente”.
Para realizar a mamoplatia, retirada de excesso da mama, são feitos pequenos cortes embaixo dos seios. É retirado o excesso de pele e tecido mamário que a paciente possui. Para proporcionar um seio “durinho” e mais levantado, a mama e os mamilos são deslocados para uma posição superior. Existem várias técnicas que podem ser aplicadas ao realizar a mamoplastia. Atualmente os médicos optam por utilizar técnicas que tenham cortes menores para evitar grandes cicatrizes.
O mastologista ressalta o risco de se realizar a cirurgia de redução das mamas em meninas muito novas. Ele explica que os seios se desenvolvem até cinco anos depois da primeira menstruação, e que o mais apropriado seria fazer a cirurgia na fase adulta. O médico também lembra que a mama sofre modificações até a primeira gravidez e amamentação. “Só depois dessa fase ela vai atingir o tamanho que ficara praticamente para o resto da vida”, confirma.
RECUPERAÇÃO
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o tempo médio para a realização de uma cirurgia depende de cada tipo de mama. Em geral elas podem durar até quatro horas. É muito raro acontecer complicações em procedimentos cirúrgicos de mamoplastia, mas podem ocorrer hematomas, quelóides e a abertura dos pontos.
Para que a cirurgia não deixe marcas e cicatrizes é importante também o cuidado pós- operatório, que inclui o uso de um sutiã modelador durante dois meses e deve ser usado de dia e de noite. A paciente não pode fazer esforços durante o período de um mês. Mas é preciso ser paciente, pois o resultado final é alcançando em até um ano.
*Nome fictício





