Ela só pensa em beijar, beijar e beijar
Redação Sem Frescura • ter, 21 out 2008 • Editoria: ComportamentoSXC
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Algumas garotas preferem levar a vida de solteiras. Sem preocupações com depilação, unhas ou cabelos, e o melhor de tudo: sem ter que dar satisfações a ninguém. Por outro lado, há quem não dispense a vida a dois, os motivos são vários, mas podem ser resumidos na solidão. E nada melhor que uma pessoa do sexo oposto para te fazer companhia.
A estudante Carla Oliveira*, 20 anos, joga no time das bem acompanhadas. Ela namora desde os 16 anos. Desde então teve seis namorados. Atualmente Carla não está sozinha. “Estou namorando com um carinha há nove meses. Estou super feliz!” diz. Ela conta que sempre gostou de ter alguém do lado que possa dividir experiências. Mas não é de ficar, o lance dela é namorar sério.
O fato é que Carla se considera namoradeira de carteirinha e que segundo suas amigas, isso pode está ligado à necessidade de querer um pouco mais de atenção. “Me considero muito carinhosa e, de fato, um pouco carente”, revela. Apesar de o seu pai eventualmente perguntar sobre os namoricos, Carla diz que seu pai é muito ciumento e que por isso prefere não se envolver. Por outro lado, a mãe sempre faz questão de conhecê-los e tratá-los bem. “Ela sempre tratou super bem todos os meus namorados”, conta.
Por outro lado, a vendedora Fernanda Ferreira, 20 anos, não quer saber de compromisso. Por causa de uma desilusão amorosa, tem medo de se magoar novamente, e o resultado disso é não assumir mais compromissos. Fernanda já perdeu as contas de quantos garotos já ficou, e admite que se relaciona com mais de um ao mesmo tempo. “Já confundi os nomes dos meninos que estou ficando. Mas dei um jeito de despistar”, conta. Para Fernanda, o lance é se divertir.
Diversão que, para a psicóloga Lúcia Mara Ramos, tem limite. Ela diz que é normal os jovens queiram experimentar o novo. O problema é quando se extrapola e se relaciona com qualquer um, o que pode ter conseqüências ruins para ele mesmo, como contrair uma doença sexualmente transmissível. A psicóloga também chama atenção para as pessoas que emendam relacionamentos, o que segundo ela, pode ser encarado como fraqueza. Ainda de acordo com a psicóloga esse comportamento é ruim, pois não há uma reflexão sobre os acertos e erros do namoro. “Desta forma os namoradores passam a não ter a oportunidade de se conhecer melhor, de repensar que tipo de companheiro você quer atrair”.




