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Mas eu me mordo de ciúmes

3 dez

SXC

Brigas e mais brigas. Para lidar com o ciúmes, o autoconhecimento é essencial

Sócrates se referia a esse sentimento universal como “a dor da alma”.  Shakespeare o chamava de “O monstro de olhos verdes”. Nos anos 70, Jane e Herondy o apontavam como o principal motivo do afastamento de um casal. Nos anos 80, o Ultraje a Rigor se mordiam por causa dele. Reginaldo Rossi, hoje, já nem se abala: vai direto para uma mesa de bar! Mas a verdade é que não existe quem nunca teve uma pontinha de ciúmes.

Verdade seja dita, no início do namoro é até gostoso saber que estamos sendo alvo de ciúmes e que alguém sente a nossa falta, mas com o passar do tempo as coisas podem piorar, e muito.

A jornalista Fernanda Viana*, 22 anos, conheceu Cláudio Silva, 21, há mais ou menos quatro anos. Durante muito tempo, o ciúme do namorado era visto como uma forma de atenção, mas aos poucos o sentimento foi crescendo, a ponto de privá-la de atividades do dia a dia. “Não posso ir para casa de uma amiga que é motivo de brigas e mais brigas, gostaria de fazer academia, mas ele fala que todos os homens vão mexer comigo”, desabafa Fernanda.

Começaram assim as cobranças e as brigas. A vida do casal foi se transformando num verdadeiro pé de guerra. Cláudio acusa Fernanda de infidelidade. E Fernanda não agüenta mais o ciúmes de Cláudio, qualquer olhar, qualquer atitude  já é motivo de sofrimento.

Existe a hora de pedir ajuda

De acordo com a psicóloga Bruna Cabral o ciúme quando se torna patológico é altamente destrutivo, pois tende a prejudicar em muito os envolvidos. “O grau de prejuízos causados é um bom sinal para alertar quando o sentimento excede o limite razoável dentro de uma relação”, explica a psicóloga.

Nesse caso, segundo a psicóloga, a indicação é uma terapia que favorece o autoconhecimento e, portanto, a maior percepção de como funcionamos para podermos promover mudanças e comportamentos saudáveis, lidar melhor com as emoções de forma a usar esta energia de um modo mais adequado.


Tem esmalte no joystick

14 jun

Carolina Almeida

Cada vez mais, as meninas viram fãs de videogames. Só na Coréia elas representam 69% dos consumidores

Tíbia, Muonline, Wyd, Ragnaroc… Algumas estão se perguntando que diabos de língua é essa. Já outras, sabem perfeitamente do que estamos falando. Já foi o tempo que apenas os meninos passavam o dia se divertindo com videogames. Muitas meninas deixaram as bonecas de lado e foram ver por quais motivos eles passam horas e horas com o joystick na mão. A maioria que se aventurou, não largou mais. O Sem Frescura perguntou num fórum on-line: “Meninas que jogam videogame: por que vocês gostam tanto?” A maioria disse gostar porque relaxa: “Eu amo jogar porque me esqueço de problemas, preocupações. Quando eu jogo, me coloco inteiramente no jogo, esqueço o mundo”, diz uma participante do fórum que se identificou como Nessinha.

E engana-se quem acha que essas meninas curtem só jogos fofos, cheios de bichinhos meigos. Os E elesjogos de estratégia estão entre os preferidos delas, que citam Resident Evil, Sonic, Mario e até o futebolístico Fifa 08. Os RPGs (jogos em que as pessoas interpretam personagens) e os MMORPGs (jogos de interpretação de personagem on-line e em massa para múltiplos jogadores) estão cheios de mulheres que mandam muito bem, inclusive naqueles que exigem que o jogador seja um ótimo estrategista.

Menina respeitada em meio a tantos consoles como Nintendo Wii, Playstations I, II e III, X-Box, fora os jogos on line, está Milena Wiek, de 23 anos. A paixão começou ainda criança, quando jogava com o tio. Ela conta que já teve vergonha de assumir que era uma menina que jogava. “Era escondido… imagina que mico seria saberem que eu, uma moça, gostava de videogame???”. Quando ela cresceu, foi trabalhar numa revista de games – olha o destino – e conheceu seu marido,”um legítimo nerd”, campeão de Winning Eleven, redator de revista de videogame e consultor de computadores para os amigos. Ela ainda não tem filhos – “a coelha Judy, um X360, um Wii, um PS2, um DS e um PSP”, além do seu blog, o Menina que Joga.

Mercado de olho nelas

Os fabricantes já se deram conta de que existe muita mulher nos games. De acordo com um relatório produzido pela Elspa (entidade britânica que representa a indústria de jogos), o público feminino está cada vez mais interessado em videogames. Na Coréia do Sul, as meninas são 69% do público consumidor de jogos eletrônicos. Gigantes do setor, como a Nintendo, já desenvolvem jogos especiais para este segmento de mercado. Uma pesquisa realizada pela Entertainment Software Association apontou que 38% dos gamers americanos são mulheres. A pesquisa ainda mostrou o perfil dessas jogadoras, elas gostam de jogos casuais, jogam em média uma hora por dia, gostam de jogar em portáteis e de jogos sociais

Além de já existirem personagens com características femininas, há diversos jogos que foram criados para elas. O mais recente deles é o Hello Kitty On Line, um MMORPG em que a charmosa gatinha da Sanrio interage com os players, num mundo totalmente fofo. E o melhor: é grátis pode ser baixado no site. O jogo é grátis e pode ser baixado pelo site Hello Kitty. Mas se você acha que é muito “fru-fru”, a heroína Lara Croft, de Tomb Raider, é adrenalina garantida na sua tela.


Intercâmbio: viagem, trabalho, estudo e diversão

13 jun

Arquivo pessoal

Mais do que aperfiçoar o inglês, Mariana ficou mais autonoma depois da viagem para os EUA

Imagine só fazer uma viagem para o exterior. Conhecer outra cultura, outra paisagem, outras pessoas, treinar o inglês e até ganhar dinheiro. Gostou da idéia? Então, que tal pensar em fazer um intercâmbio educacional? Alguns estudantes brasileiros, em todos os níveis de formação, viajam para o exterior em busca de uma formação diferenciada. Os estudantes do ensino médio geralmente recorrem às agências particulares de intercâmbio. Já quem está na faculdade ou faz pós-graduação, mestrado ou doutorado, procura viajar pelos convênios oferecidos pelas próprias faculdades.

A estudante Mariana Barros voltou recentemente da Califórnia, nos EUA. Ela que já havia morado por lá durante seis meses, sentiu a necessidade de voltar e treinar o inglês. Além de retornar ao Brasil com um ótimo nível de conversação, ela destaca um aprendizado que vai muito além do idioma. “O objetivo do intercâmbio, além de praticar mais o meu inglês, era viajar com os meus amigos e ter a experiência de morar só e me tornar mais independente. Cresci muito e aprendi a me virar sozinha”.

Alguns programas oferecem a possibilidade do intercambista trabalhar. “No programa Au Pair, por exemplo, meninas de 18 a 24 anos trabalham como babás. Outros planos dão a oportunidade de estudar, além do idioma, outros cursos e pós-graduações e especializações”, explica Natália Viganó, da IE Intercâmbio. Inicialmente, os estudantes de intercâmbio ficam hospedados em casas de famílias, que cobram taxas bem mais baratas que os hotéis. As agências de intercâmbio geralmente negociam os preços. “Há outras cobranças, como taxa de matrícula na instituição de ensino e plano de saúde obrigatório. As passagens e a taxa de embarque são por conta do estudante”, acrescenta Natália.

Quando há convênios com faculdades, o estudante pode fazer matérias equivalentes na outra instituição de ensino do exterior. Nesse caso, é melhor verificar direitinho como funciona esse programa dentro da sua instituição. Outra possibilidade é fazer um estágio no exterior, o que conta positivamente em qualquer currículo. Mas atenção: nem sempre são remunerados. Já os Jobs são programas em que o estudante já vai com emprego garantido durante as férias universitárias. Avalie qual é a melhor opção e embarque nessa!

Requisitos

Alguns programas de intercâmbio exigem do candidato alguma experiência: no caso do Au Pair, por exemplo, as meninas já dever ter tido experiência em cuidar de crianças e ter carteira de habilitação. Outros, como as vagas para estagiários e trainees, exigem um bom nível de conversação além de um largo conhecimento cultural e da área de atuação. Quer saber um pouco mais? A Universia dá orientações super interessantes para quem vai fazer intercâmbio, além de manter o estudante interessado informado sobre as novidades do setor.