Tag Archives: Métodos contraceptivos

Primeira vez sem pressa

14 jun

Arquivo pessoal

Aos 21 anos, Thalita espera pela pessoa ideal

A primeira vez na vida de tudo para todo mundo é complicada, principalmente quando a estréia é na cama. Alguns fazem essa descoberta cedo, ainda na adolescência. Outros já preferem esperar mais alguns anos. A estudante Thalita Monteiro, 21 anos, afirma que é virgem por que acredita que não encontrou nem a pessoa e nem o momento ideal. “Dizem que eu sou careta, que estou fora da minha época, mas eu não ligo, não vou fazer isso só pra ser igual às outras meninas da minha idade”, diz.

O psicólogo, especialista em sexualidade humana, Maurício Santos, explica que muitas mulheres têm a preocupação de se preservarem e que esta atitude pode ser resultado da educação que recebem e do ambiente onde vivem. Muitas vezes, a garota deve viver em um meio onde se manter virgem é um valor importante, por isso tem que ser respeitada. Mas o psicólogo alerta que a virgindade não é só uma opção. “Ser virgem pode ser um bloqueio, uma dificuldade que a mulher tem e que tem que ser tratada com terapia”, completa.

Nunca se esqueça da camisinha

A pesquisa The Face of Global Sex 2007 – First sex: an opportunity of a lifetime (Primeira relação sexual: uma oportunidade para toda a vida) realizada por um fabricante de preservativos com 26 mil entrevistados de 26 países, aponta que o Brasil é onde os jovens perdem a virgindade mais cedo. A idade média é de 17,4 anos, ficando atrás apenas da Áustria, que ocupa o primeiro lugar, com 17,3 anos.

De acordo com o levantamento, 47,9% dos entrevistados usou preservativos na primeira relação sexual. No entanto, um dado surpreendente é que a população com maior renda usa menos preservativo na primeira relação sexual, apenas 36,5% dos entrevistados das classes A e B usaram camisinha durante o ato, enquanto nas classes mais humildes esse número foi de 43,2% e na classe média, de 53,4%.

O cientista em Saúde Pública Miguel Fontes, coordenador da pesquisa no Brasil, declarou que, diante dos resultados, a preocupação é que os brasileiros associam os preservativos à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e não como método contraceptivo. Miguel Fontes também revelou que os jovens do Brasil são os que mais têm lembranças positivas da primeira vez. “Esse é um dado positivo e contrasta com os resultados de países como o Japão, que ficou em último lugar nesse item da pesquisa”, completa.



Cegonha só daqui há uns anos

14 jun

SXC

A camisinha é o único método contraceptivo que previne também as DST’s

Para evitar a chegada não planejada de um bebê, as mulheres têm inúmeras maneiras de se prevenir. São tantas que bate aquela dúvida. Mas qual seria o método ideal? Com medo de uma gravidez indesejada, algumas mulheres optam por usar vários métodos contraceptivos ao mesmo tempo.

O ginecologista da Associação de Ginecologia e Obstetrícia de Belo Horizonte, Bruno Mutti, alerta sobre os perigos desse uso indiscriminado, pois pode acarretar em uma overdose de hormônios. “A combinação de métodos contraceptivos não garante maior proteção e pode ocasionar efeitos colaterais, como fortes dores de cabeça, sangramentos e o risco de trombose”.

O uso de um método contraceptivo não é apenas uma questão de escolha. O seu médico é a melhor pessoa para decidir qual método deve utilizar. Conheça um pouco sobre alguns métodos:

Pílula

As pílulas, por exemplo, além de evitar a gravidez, também podem auxiliar o tratamento de endometriose, ovários policísticos, cólica menstrual e a inconveniente TPM. Existem vários tipos de pílulas, que variam a quantidade de hormônios, pois cada mulher necessita de uma quantidade diferente do medicamento.

DIU

O Dispositivo Intra Uterino, ou simplesmente DIU, também é tão eficiente quanto as pílulas. O dispositivo é uma pequena peça de plástico recoberta com cobre que é colocado dentro do útero, que destroem os espermatozóides impedindo, portanto a fecundação. Os mais modernos duram de 5 a 10 anos no organismo da mulher. Este método não é indicado para mulheres que ainda não tiveram filhos, pois segundo especialistas, podem causar desconforto, como cólicas menstruais.

Contraceptivos injetáveis

A injeção de hormônios (parecidos com o da pílula) é aplicada mensalmente ou a cada três meses. A vantagem é que você não tem que ficar lembrando de toma-la todos os dias.

Adesivos

A vantagem do adesivo é que como os hormônios são absorvidos pela derme, eles não sobrecarregam o fígado, como geralmente ocorre com os medicamentos orais.

Camisinha

Dentre tantos métodos a camisinha é o único que protege contra as doenças sexualmente transmissíveis como HPV’s, herpes e Aids. Portanto, previna-se!